A história de Elaine Maria Ribeiro e a importância da fé, do cuidado e da prevenção
Elaine Maria Ribeiro, 42 anos, é paciente oncológica. Em junho de 2022, descobriu um nódulo e foi encaminhada para uma mastologista. Em agosto do mesmo ano, veio o diagnóstico: câncer de mama.
Em janeiro de 2023, Elaine iniciou o tratamento com quimioterapia, que seguiu até maio. No dia 27 de junho, passou pela cirurgia da mama, com esvaziamento da axila. Em agosto, enfrentou a radioterapia. Desde então, segue em acompanhamento médico. Inicialmente, as consultas eram mensais, depois passaram a ser trimestrais e, atualmente, acontecem a cada seis meses, até que, por volta de 2028, chegue a palavra mais esperada: cura.
O diagnóstico precoce salva vidas.
O câncer não é uma sentença de morte.
Receber o diagnóstico não foi fácil. Houve medo, insegurança e pensamentos difíceis. Tudo ao redor pareceu desmoronar. No entanto, a fé em Deus foi inabalável e essencial ao longo de toda a caminhada. A fé não exige força o tempo todo. Ela sustenta quando levantar da cama já é uma vitória, quando a oração é silenciosa e quando as lágrimas falam mais que as palavras.


Seguir em frente após o câncer não é simples. Significa conviver com medos, cicatrizes e lembranças difíceis, e tudo isso é legítimo. Trata-se de um novo normal, aprendido um dia de cada vez. Superar não é esquecer o que aconteceu, mas continuar vivendo, respeitando o próprio tempo, o corpo e os limites.
Nada disso seria possível sem uma rede de apoio. Elaine teve e é profundamente grata aos pais, ao esposo, aos irmãos, sobrinhos, cunhados e amigos. A caminhada também ensina que alguns se afastam, outros se aproximam por curiosidade e muitos dizem “pode contar comigo”, mas poucos permanecem quando realmente é preciso.
Hoje, sua mensagem é de conscientização, fé e esperança. Cuidar do corpo, observar os sinais e realizar exames pode salvar vidas. A vida é preciosa demais para esperar.
Texto e imagens: Elaine Maria
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