A conquista reafirma a potência do olhar indígena sobre o território e a própria vivência do povo Kaxixó.
“Chegar até aqui mostra que o olhar do Kaxixó continua retratando a nossa vivência com o território”, destaca Otávio.
Segundo ele, as imagens que antes denunciavam a destruição do território hoje também revelam sua beleza e capacidade de cura. “Entrego sentimento da beleza de um território que ainda cura e tem muito a contribuir para o processo de saúde e doença da minha aldeia. A arte vive em mim e talvez seja isso um diferencial nos meus cuidados, pois procuro curar pessoas e me curar ao mesmo tempo”, afirma.
Otávio ressalta ainda que a arte é um instrumento de resistência e reconstrução. “Sou sensível o suficiente para capturar sentimentos através das lentes, proporcionando a quem admira um ineditismo dos comportamentos culturais e sociais do meu povo Kaxixó.”





Emocionado, ele celebra o reconhecimento. “A felicidade me consome. Esse prêmio reconhece todos os ensinamentos adquiridos ao longo da minha vida. Foi, sem dúvidas, uma noite memorável. Parabéns a todos os fotógrafos e fotógrafas indígenas.”
Texto e imagens: Otávio Kaxixo
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