A história de Flávio Amaro da Silva, conhecido como Flavinho, começa aos seis anos de idade, quando deu seus primeiros passos no futebol na escolinha do Cruzeiro. Como a maioria dos meninos apaixonados pela bola, o sonho era se tornar jogador profissional.
Os treinos só eram possíveis graças ao apoio de Bafafá, ex-atleta de destaque na cidade, que o levava para a escolinha e se tornou sua primeira grande referência no esporte. Depois da base no Cruzeiro, Flavinho seguiu para o Atlético de Abaeté, consolidando sua formação nas categorias de base.
Ainda muito jovem, com apenas 15 para 16 anos, já disputava campeonatos municipais no meio de adultos. Atuou pelo Marmelada e, após se destacar, foi para o Atlético de Abaeté, iniciando uma trajetória que ultrapassaria os limites da cidade.
Ao longo dos anos, construiu uma carreira sólida no futebol amador da região. Defendeu equipes tradicionais como União de Morada Nova, União de Martinho Campos, Abadia de Martinho Campos, Associação e Famorine, em Bom Despacho, Vilense e São Francisco, em Pará de Minas, Cristalino e CAP, em Pompéu, além do Dorense, de Dores do Indaiá.
Foi justamente vestindo essas camisas que construiu uma galeria de títulos expressivos. Foi campeão do Classista e do Municipal de Pompéu com o Cristalino; campeão da Interclubes com a Independência, de Uberlândia; bicampeão municipal de Uberlândia com o Clube Atlético de Uberlândia; bicampeão do Centro-Oeste com o Dorense; campeão do Regional de Bom Despacho com o União de Martinho Campos; campeão municipal de Morada Nova com o União de Morada Nova; e, no fim do último ano, conquistou um dos títulos mais marcantes da carreira: campeão da Recopa da Federação Mineira de Futebol Amador pelo São Bernardo, de Belo Horizonte.




Realizou também um grande sonho ao disputar a tradicional Copa Itatiaia, considerada a “Copa do Mundo do futebol amador”, atuando por uma equipe de Belo Horizonte e dividindo campo com atletas de diversos estados.
Paralelamente ao esporte, seguiu a orientação do pai e nunca deixou os estudos de lado. Tornou-se fisioterapeuta e construiu uma carreira profissional fora das quatro linhas, sempre mantendo o futebol como paixão e compromisso.
Hoje, aos 33 anos, Flavinho é atleta do CAP de Pompéu, com contrato anual e exclusividade nas competições disputadas pelo clube. Para ele, vestir a camisa do CAP representa a realização de um sonho.
“É como se eu estivesse jogando na seleção brasileira do futebol amador”, resume.
Uma trajetória marcada por disciplina, gratidão, títulos e amor ao esporte.
Texto e imagens: Flávio Amaro
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